terça-feira, 5 de abril de 2011

Resumo - Capitulo XIII: A piolhenta do Jiguê

          Macunaíma estava muito mau, com erisipa que passou uma semana de cama e lia anúncios ara a cura dessa doença.Quando ficou bom foi ao parque Anhangabu e viu um ‘’vaticano’’ que não era isso o que pensara , mas sim um navio e algumas pessoas iriam viajar nele  para Europa.
            Jiguê arrumou uma parceira  que se chamava Suzi  e era feiticeira, mas Macunaíma também a namorava e todo dia ia comprar mandioca e o herói comprava lagosta. Quando chegava em casa dormia e sonhava que havia lagosta debaixo da macaxeira e Jiguê desconfiou. Suzi ia na feira e assobiava para seu ‘’namorado’’ e iam brincar. De noite Jiguê queria deitar em sua rede, mas ela não deixava, dizendo que não estava se  sentido bem.
            No outro dia Jiguê foi atrás dela e a encontrará com seu irmão. No dia seguinte deixou a trancada no quarto e para se distrair catava seus piolhos e pedia para que seu parceiro que quando chegasse batesse na porta para que ela pudesse se ajeitar. Macunaíma queria brincar com Suzi e então seu irmão novamente para poder ficar livre com ela. Quando voltou  viu o casal rindo e bateu em seu irmão e pediu que Suzi fosse embora. Seus piolhos a levaram para o céu que virou uma estrela que pula.

            Nesse livro apresenta uma ortografia errada, como mostra no trecho ‘‘ chaminezona guspiu uma fumaçada”, por causa do Dadaísmo uma das vanguardas européias que não se preocupa com  sua forma exata, mas algo radical,diferente.E também apresenta a ausência de pontuação que é uma das características  de outra vanguarda européia chamada futurismo.

Autora: Priscilla Lima

Resumo - Macunaíma, Capítulo XII: Tequeteque, Chupinzão e a Injustiça dos Homens

Macunaíma ainda no início do livro

   Logo no início do capítulo Macunaíma fica doente, mas se recupera rapidamente com a ajuda de um curandeiro chamando por Maanape. Macunaíma vai procurar Piaimã, porém descobre que este viajou para a Europa. O heroi se desespera, mas logo montam um plano para ir atrás do gigante.

   Macunaíma é enganado e perde todo o seu dinheiro, estragando seu plano. O governo também não o ajuda mesmo quando ele se disfarça de pintor, pois já existiam pintores demais à caminho da Europa. De novo ele faz referencia a Gregório de Mattos e seu poema "Milagres do Brasil são" e a frase de Saint-Hilaire "Ou o Brasil acaba com a saúva ou a saúva acaba com o Brasil" e diz "Pouca saúde e muitos pintores os males do Brasil são", fazendo uma crítica ao governo.
   Decepcionado, ele viaja mais uma vez pelo país, até que em um ponto encontra um macaco comendo coquinhos. Com fome, ele pergunta o que o animal está comendo, então o macaco o engana falando que a fruta era seus testículos que quebrou para comer. Macunaíma acredita e bate nos seus próprios testículos, acabando morto.
   Um homem encontra o cadavér de Macunaíma e o leva de volta a pensão, onde Maanape o ressucita usando dois cocos-da-baía para fazê-lo voltar ao normal.
   Enfim, eles conseguem dinheiro usando a feitiçaria de Maanape para jogar no jogo do bicho.

Brasil e Europa

   É importante notar a crítica a sociedade e ao governo, e também a atitude de Macunaíma que acaba decidindo que não é necessário ir até a Europa para alcançar seus objetivos, que deve ficar na América:

         "— Paciência, manos! não! não vou na Europa não. Sou Americano
         e meu lugar é na América. A civilização européia de certo esculhamba
         a inteireza do nosso caráter."

    O que retrata não só o nacionalismo característico das escolas litérarias de seu tempo e sua tentativa de fugir da influência e opressão estrangeiras, como também uma dura crítica aos brasileiros, que fala do seu caráter mesmo não tendo caráter nenhum.

Autora: Marina P. P.

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Resumo - Capitulo XI: A velha Ceiuci

Depois de ter passado a noite brincando na pensão com a patroa, Macunaíma demonstra sua incrível habilidade para a mentira que deixa seus irmãos Maanape e Jiguê maravilhadas com tamanha inteligência. Macunaíma fala para seus irmãos que havia achado “rasto fresco ou tapir”. Os seus irmãos vão rapidamente atrás do animal. Chegando à cidade, uma grande multidão de gente se põe a procurar e nada acham. Quando descobrem, que Macunaíma mentiu, a multidão quer linchar ele e seus irmãos, este é tomado por um acesso de fraternidade e defende seus irmãos, sendo preso por um guarda civil de São Paulo.
No meio da confusão, índio consegue fugir e decidi ir ver Venceslau Pietro Pietra. Macunaíma conhece chuvisco, um curumim com quem faz uma aposta para ver quem consegue assustar o gigante Piaimã. Macunaíma perde a aposta e decidi ir pescar no igarapé Tietê. Lá, ele encontra a velha Ceiuci, mulher do gigante, e esta prende o índio, levando-o para casa, para que suas filhas o comessem. No entanto, Macunaíma brinca com a filha mais nova de Ceiuci e foge. Nessa fuga, Macunaíma faz uma viagem surrealista, passa por Manaus e logo já está na Argentina, e assim passa por todo o Brasil. A velha foi presa e Macunaíma volta para seus manos, já preocupados com a sua demora.
Cena do filme

Há uma questão muito interessante em relação as características modernistas: o surrealismo, onde o índio em uma fuga possa estar em um lugar, e em algumas linhas depois, em outro.
No modernismo a linguagem é corrida e coloquial, sem o uso do travessão e essa característica é bastante presente na obra. A antropofagia, umas das idéias modernistas também está presente, quando o índio conhece a tradição e a cultura apresentadas na época. Representa-se no seguinte trecho:
“ O policial secundou uma porção de coisas em língua estrangeira e segurou firme.
- Não estou fazendo nada! que o herói murmurava com medo.”

Autora: Jaqueline Cavalcante

Resumo - Capítulo X: Pauí - Pódole

O gigante que come gente, Venceslau Pietro Pietra, ficou muito abatido com a macumba que tinha caído sobre ele, por pedido de Macunaíma. Tal “recaída” impediu Macunaíma de pegar o muiraquitã, já que tal amuleto estava embaixo do corpo do gigante adoentado.

Venceslau Pietro Pietra

Então Macunaíma sem poder, por certo tempo recuperar seu muiraquitã, resolveu, portanto se dedicar ao estudo do aperfeiçoamento das duas línguas do Brasil, que era o brasileiro falado e o português escrito. Interrompendo assim depois de certo tempo de estudo, o discurso de um mulato na Festa do Cruzeiro, já que tal mulato dizia que as quatro estrelas do céu era o Cruzeiro do Sul, opinião que Macunaíma discordava, pois pra ele essas quatro estrelas, representavam o Pai de Mutum (Pauí-Pódole), que teve o seu corpo de ave, transformado em belas estrelas. Então Macunaíma contou para os presentes da festa a verdadeira história da constelação.

Cena do filme Macunaíma

Neste capítulo, Mário de Andrade usa a linguagem coloquial, característica modernista presente em todo o livro, onde aceita erros gramaticais. Também outra característica presente em todo o livro é a eliminação dos sinais de pontuação, onde tal eliminação tem como objetivo dá ao texto uma visão caótica e sem pausas.


Autora: Débora Lima Tavares

Resumo - Capitulo IX: Carta pras Icamiabas

Macunaíma descreve todo o seu trajeto na cidade grande para as senhoras Amazonas por meio de uma carta.
Mulheres Amazonas

O índio descreva a cidade como a maior do universo, fala sobre a querida pedra muiraquitã, que na língua dos paulistas existiam várias formas de como se escrever, apresentando línguas de outros países, explica que os “guerreiros” lá na cidade grande chamam-se policiais, guardas-civis, entre outros. Descreve também o comportamento das moças que são muito diferentes das cunhas, elas não “derribam pauladas” e nem “brincam” por “brincar”, não gratuitamente.
Macunaíma apresenta as Amazonas, o champagne, e uns “monstros comestíveis”, que eram lagostas, feita a modo de casco de mau, que tem braços, tentáculos e cauda que eram servidas em pratos de porcelanas. Neste capítulo o índio fala das várias formas de linguagem que existe na cidade de São Paulo. O autor satiriza a forma como a gramática “manda” escrever e como as pessoas realmente falam, Macunaíma escreve conforme a grafia arcaica de Portugal, apresentando claramente a diferença das regras normativas e da língua falada: “ Ora sabereis que sua riqueza de expressão intelectual e tão prodigiosa, que falam numa língua e escrevem noutra” (pág. 106), apresenta também as diferentes culturas e o misto de “povos” na cidade, como por exemplo os italianos.

Autora: Ammy Lira

sábado, 2 de abril de 2011

Resumo - Capítulo VIII: Vei, a sol.

Seguindo, Macunaíma topou com a árvore Volomã, cujos galhos estavam carregadinhos de variadas frutas, pediu uma e Volomã negou. Então o herói pronunciou algumas palavras mágicas e todas foram para o chão. Volomã ficou com ódio, atirou-o pelos pés em uma ilha deserta. Demorou tanto a cair que dormiu durante o percurso. Lá um urubu fez necessidade em sua cabeça. Então passou Caiuanogue, a estrela-da-manhã, Macuníma já cansado de viver lhe pediu que o levasse para o céu,  ela foi-se chegando, porém ele fedia muito e disse: “Vá tomar banho! E foi embora.  E ninguém queria trazê-lo de volta, por conta do fedor dele.
Vei, a sol

  Vei, a Sol deu-lhe carona em sua jangada juntamente com suas três filhas, pois pretendia torná-lo seu genro. Mas para isso disse-lhe que não poderia brincar com nenhuma outra cunhã. Nem bem saíram para iluminar o dia, Macunaíma encontrou uma portuguesa com quem “brincou” demoradamente. Quando chegaram encontraram o herói “brincando”, então as três filhas de luz se zangaram e falaram para sua mãe Vei, que não consentiu que o herói se casasse com nenhuma, elas o deixaram e foram para um hotel. À noite uma assombração comeu a portuguesa e o herói voltou para a pensão.

Neste capítulo há a presença de mitos próprios da cultura indígena e palavras também, já que o autor considerava essa uma cultura propriamente brasileira, temos ainda a falta de pontuação e linguagem coloquial, aí está muito presente a vanguarda denominada dadaísmo, pois esta não se preocupava com a forma.


Autora: Aline Nogueira

Resumo - Capitulo VII: Macumba

Nesse capítulo Macunaíma realiza uma macumba pra se vingar do gigante, pois não tinha força para enfrentá-lo. No Romantismo, o herói é uma figura que mostra força e coragem, e Macunaíma, por ser um anti-herói, é desprovido dessas características, porque no Modernismo eles buscam uma quebra com a tradição, buscam inovar.
Macunaíma que estava em São Paulo, dirige-se ao Rio de Janeiro, à procura de uma tribo que possa realizar esse ritual de macumba. Percebemos nisso uma questão cultural, pois para conseguir a vingança o índio muda de cidade, onde tenha o que procura.
Exu, como era chamado o diabo que estava tentando baixar no corpo, veio em uma menina, e todos comemoraram para em seguida fazer pedidos. Nesse trecho do livro podemos perceber que não há o uso de vírgulas: “A mãe-de-terreiro veio vindo veio vindo”(pág. 78, Macunaíma, Martins editora), uma característica do Modernismo, o não uso da pontuação. Exu permite a Macunaíma torturar Venceslau através do corpo do próprio diabo, e ele o faz. Quando termina, Exu vai embora e as marcas do corpo que foi usado vão sarando e o sucesso da macumba é comemorado, enquanto Venceslau sangra e os médicos entram em desespero.

No último parágrafo do capítulo, há um trecho que diz: “Então tudo acabou se fazendo a vida real” e Mário de Andrade cita autores que participaram da Semana de Arte Moderna, como Manuel Bandeira, Raul Bopp, Antônio Bento, entre outros, associando eles a macumbeiros, como se fizessem feitiços na arte.

Autora: Scarlett Syssi