segunda-feira, 4 de abril de 2011

Resumo - Capitulo XI: A velha Ceiuci

Depois de ter passado a noite brincando na pensão com a patroa, Macunaíma demonstra sua incrível habilidade para a mentira que deixa seus irmãos Maanape e Jiguê maravilhadas com tamanha inteligência. Macunaíma fala para seus irmãos que havia achado “rasto fresco ou tapir”. Os seus irmãos vão rapidamente atrás do animal. Chegando à cidade, uma grande multidão de gente se põe a procurar e nada acham. Quando descobrem, que Macunaíma mentiu, a multidão quer linchar ele e seus irmãos, este é tomado por um acesso de fraternidade e defende seus irmãos, sendo preso por um guarda civil de São Paulo.
No meio da confusão, índio consegue fugir e decidi ir ver Venceslau Pietro Pietra. Macunaíma conhece chuvisco, um curumim com quem faz uma aposta para ver quem consegue assustar o gigante Piaimã. Macunaíma perde a aposta e decidi ir pescar no igarapé Tietê. Lá, ele encontra a velha Ceiuci, mulher do gigante, e esta prende o índio, levando-o para casa, para que suas filhas o comessem. No entanto, Macunaíma brinca com a filha mais nova de Ceiuci e foge. Nessa fuga, Macunaíma faz uma viagem surrealista, passa por Manaus e logo já está na Argentina, e assim passa por todo o Brasil. A velha foi presa e Macunaíma volta para seus manos, já preocupados com a sua demora.
Cena do filme

Há uma questão muito interessante em relação as características modernistas: o surrealismo, onde o índio em uma fuga possa estar em um lugar, e em algumas linhas depois, em outro.
No modernismo a linguagem é corrida e coloquial, sem o uso do travessão e essa característica é bastante presente na obra. A antropofagia, umas das idéias modernistas também está presente, quando o índio conhece a tradição e a cultura apresentadas na época. Representa-se no seguinte trecho:
“ O policial secundou uma porção de coisas em língua estrangeira e segurou firme.
- Não estou fazendo nada! que o herói murmurava com medo.”

Autora: Jaqueline Cavalcante

Resumo - Capítulo X: Pauí - Pódole

O gigante que come gente, Venceslau Pietro Pietra, ficou muito abatido com a macumba que tinha caído sobre ele, por pedido de Macunaíma. Tal “recaída” impediu Macunaíma de pegar o muiraquitã, já que tal amuleto estava embaixo do corpo do gigante adoentado.

Venceslau Pietro Pietra

Então Macunaíma sem poder, por certo tempo recuperar seu muiraquitã, resolveu, portanto se dedicar ao estudo do aperfeiçoamento das duas línguas do Brasil, que era o brasileiro falado e o português escrito. Interrompendo assim depois de certo tempo de estudo, o discurso de um mulato na Festa do Cruzeiro, já que tal mulato dizia que as quatro estrelas do céu era o Cruzeiro do Sul, opinião que Macunaíma discordava, pois pra ele essas quatro estrelas, representavam o Pai de Mutum (Pauí-Pódole), que teve o seu corpo de ave, transformado em belas estrelas. Então Macunaíma contou para os presentes da festa a verdadeira história da constelação.

Cena do filme Macunaíma

Neste capítulo, Mário de Andrade usa a linguagem coloquial, característica modernista presente em todo o livro, onde aceita erros gramaticais. Também outra característica presente em todo o livro é a eliminação dos sinais de pontuação, onde tal eliminação tem como objetivo dá ao texto uma visão caótica e sem pausas.


Autora: Débora Lima Tavares

Resumo - Capitulo IX: Carta pras Icamiabas

Macunaíma descreve todo o seu trajeto na cidade grande para as senhoras Amazonas por meio de uma carta.
Mulheres Amazonas

O índio descreva a cidade como a maior do universo, fala sobre a querida pedra muiraquitã, que na língua dos paulistas existiam várias formas de como se escrever, apresentando línguas de outros países, explica que os “guerreiros” lá na cidade grande chamam-se policiais, guardas-civis, entre outros. Descreve também o comportamento das moças que são muito diferentes das cunhas, elas não “derribam pauladas” e nem “brincam” por “brincar”, não gratuitamente.
Macunaíma apresenta as Amazonas, o champagne, e uns “monstros comestíveis”, que eram lagostas, feita a modo de casco de mau, que tem braços, tentáculos e cauda que eram servidas em pratos de porcelanas. Neste capítulo o índio fala das várias formas de linguagem que existe na cidade de São Paulo. O autor satiriza a forma como a gramática “manda” escrever e como as pessoas realmente falam, Macunaíma escreve conforme a grafia arcaica de Portugal, apresentando claramente a diferença das regras normativas e da língua falada: “ Ora sabereis que sua riqueza de expressão intelectual e tão prodigiosa, que falam numa língua e escrevem noutra” (pág. 106), apresenta também as diferentes culturas e o misto de “povos” na cidade, como por exemplo os italianos.

Autora: Ammy Lira

sábado, 2 de abril de 2011

Resumo - Capítulo VIII: Vei, a sol.

Seguindo, Macunaíma topou com a árvore Volomã, cujos galhos estavam carregadinhos de variadas frutas, pediu uma e Volomã negou. Então o herói pronunciou algumas palavras mágicas e todas foram para o chão. Volomã ficou com ódio, atirou-o pelos pés em uma ilha deserta. Demorou tanto a cair que dormiu durante o percurso. Lá um urubu fez necessidade em sua cabeça. Então passou Caiuanogue, a estrela-da-manhã, Macuníma já cansado de viver lhe pediu que o levasse para o céu,  ela foi-se chegando, porém ele fedia muito e disse: “Vá tomar banho! E foi embora.  E ninguém queria trazê-lo de volta, por conta do fedor dele.
Vei, a sol

  Vei, a Sol deu-lhe carona em sua jangada juntamente com suas três filhas, pois pretendia torná-lo seu genro. Mas para isso disse-lhe que não poderia brincar com nenhuma outra cunhã. Nem bem saíram para iluminar o dia, Macunaíma encontrou uma portuguesa com quem “brincou” demoradamente. Quando chegaram encontraram o herói “brincando”, então as três filhas de luz se zangaram e falaram para sua mãe Vei, que não consentiu que o herói se casasse com nenhuma, elas o deixaram e foram para um hotel. À noite uma assombração comeu a portuguesa e o herói voltou para a pensão.

Neste capítulo há a presença de mitos próprios da cultura indígena e palavras também, já que o autor considerava essa uma cultura propriamente brasileira, temos ainda a falta de pontuação e linguagem coloquial, aí está muito presente a vanguarda denominada dadaísmo, pois esta não se preocupava com a forma.


Autora: Aline Nogueira

Resumo - Capitulo VII: Macumba

Nesse capítulo Macunaíma realiza uma macumba pra se vingar do gigante, pois não tinha força para enfrentá-lo. No Romantismo, o herói é uma figura que mostra força e coragem, e Macunaíma, por ser um anti-herói, é desprovido dessas características, porque no Modernismo eles buscam uma quebra com a tradição, buscam inovar.
Macunaíma que estava em São Paulo, dirige-se ao Rio de Janeiro, à procura de uma tribo que possa realizar esse ritual de macumba. Percebemos nisso uma questão cultural, pois para conseguir a vingança o índio muda de cidade, onde tenha o que procura.
Exu, como era chamado o diabo que estava tentando baixar no corpo, veio em uma menina, e todos comemoraram para em seguida fazer pedidos. Nesse trecho do livro podemos perceber que não há o uso de vírgulas: “A mãe-de-terreiro veio vindo veio vindo”(pág. 78, Macunaíma, Martins editora), uma característica do Modernismo, o não uso da pontuação. Exu permite a Macunaíma torturar Venceslau através do corpo do próprio diabo, e ele o faz. Quando termina, Exu vai embora e as marcas do corpo que foi usado vão sarando e o sucesso da macumba é comemorado, enquanto Venceslau sangra e os médicos entram em desespero.

No último parágrafo do capítulo, há um trecho que diz: “Então tudo acabou se fazendo a vida real” e Mário de Andrade cita autores que participaram da Semana de Arte Moderna, como Manuel Bandeira, Raul Bopp, Antônio Bento, entre outros, associando eles a macumbeiros, como se fizessem feitiços na arte.

Autora: Scarlett Syssi

quinta-feira, 31 de março de 2011

Resumo - Capitulo VI: A francesa e o gigante


Macunaíma queria ter uma moradia, mas seus irmãos não estavam o ajudando, então resolveu aprontar com eles. Pediu para o bicho morder a língua de Manaape quando tomasse café e que chupasse o sangue de Jiguê quando dormisse, eles ficaram com raiva de seu irmão. Depois jogaram a bola no nariz de Macunaíma para se vingarem. E foi assim que Manaape inventou o bicho do café, Jiguê a largada-rosada e Macunaíma o futebol.

Macunaíma queria ir à casa do gigante, mas este já conhecerá muito bem, então ligou para o mesmo se fazendo de uma francesa que queria lhe propor alguns negócios. Emprestou roupas e acessórios da dona da pensão para aparecer bastante atraente. Chegando lá comeu e bebeu e perguntou ao gigante se ele possuía uma muiraquitã, ele a mostrou. A ‘’francesa’’ tentou comprar ou emprestar esta, mas o gigante não aceitou nenhuma de suas propostas e contou que era um colecionador de pedras e que poderia mudar de idéia se fossem brincar, com isso ela fugiu ,saindo correndo pelo jardim e o gigante atrás.

Macunaíma entrou em um buraco e o gigante tentando retira-lo, que tirava peça por peça e mandava Venceslau que o jogará bem longe. O herói ficou com inveja do gigante, então resolveu colecionar palavras feias que tanto gostara.
Este é livro nacionalista que apresenta ausência de pontuação que é influenciado pelas vanguardas européias. E também retrata culturas de outros povos que são uma das características do modernismo, mas em sua segunda fase, outra característica é a satirização como, por exemplo, quando Macunaíma se veste de francesa para tentar recuperar sua muraquitã.



Autora: Priscilla Lima 

Resumo - Macunaíma V: Piaimã

São Tomé

      O quinto capítulo da obra narra a viagem de Macunáima até São Paulo. Macunaíma deixa sua consciência em um local seguro e os irmãos fazem uma parada para se banhar em uma cova, que seria formada pela pegada de Sumé (São Tomé, um apóstolo). Essa água sagrada faz com que Macunaíma fique branco, Jiguê vermelho e Maanape apenas clareia as palmas de suas mãos e pés.
      Nesse momento da história simula-se o mito da criação das raças e é demonstrado também a visão do negro na época, que ainda sofre com a recente lembrança da escravidão. Essa recriação dos mitos e busca do folclore é típica do primitivismo.

       Depois disso os três chegam à cidade de São Paulo, onde finalmente os pássaros param de segui-los. Também descobrem que o seu dinheiro (sementes de cacau) nada vale e quase desiste diante da possibilidade de ter que trabalhar, porém Maanape consegue trocar o cacau por um pouco de dinheiro.          
Moeda de Época

       Macunaíma dorme com francesas assim que chega na cidade. De dia acorda assustado com os barulhos da cidade e descobre que tamanho alvoroço é causado pelas máquinas. 
       Ele não entende a relação entre o homem e a máquina. Esse primeiro contato com a cidade mostra o contraste entre a natureza e a cidade, que repentinamente está cheia de inovações, refletindo a revolução industrial que acontecia nesse momento histórico e seria um dos principais pontos das novas escolas literárias que surgiam. Muitas das escolas se inspiravam nessas tecnologias novas, como por exemplo o futurismo cujo o principal representante era Marinetti.

    Quando volta para pensão onde estão seus irmãos Macunaíma está com sapinhos na boca, sendo curado por seu irmão Maanape que era feiticeiro. Depois disso Macunaíma e Maanape vão até a mansão do peruano Venceslau Pietro Pietra para procurar a muiraquitã, aproveitando para usar a árvore do peruano para caçar.
    Então eles são flagrados por Venceslau que revela ser Piaimã, o gigante comedor de gente. Piaimã mata Macunaíma e prepara-se para comê-lo, mas Maanape o salva com a ajuda de uma formiga e um carrapato. 
    O herói, ressuscitado pelo irmão, busca uma garrucha, balas e uísque com os ingleses e depois ofende a mãe do gigante na "máquina telefone".
    Nota-se que Mário de Andrade tem uma visão crítica sobre a miscigenação de raças e dirige suas críticas também aos estrangeiros que influenciavam e enfluenciam muitas áreas do país. Piaimã revela a figura do estrangeiro civilizado que se aproveita dos mais pobres.                                    

Autora: Marina Pereira Pires